Acusado de matar irmãos e ferir jornalista é condenado a pagar R$ 112 mil em indenizações

Veículo que levava os três rapazes
📷Veículo que levava os três rapazes © Moana Almeida 
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A Justiça condenou Moaci Moura da Silva Júnior a pagar R$ 112 mil em indenizações ao artista plástico e jornalista Jader Damasceno, no último dia 13. Moaci é acusado de causar o acidente em que morreram Francisco das Chagas Araújo Júnior e Bruno Queiroz e em que o artista plástico ficou gravemente ferido.

O rapaz teria avançado o sinal vermelho e atingido o carro das vítimas, no dia 26 de junho de 2016. Em 2022, Moaci Moura foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado após julgamento no Tribunal do Júri, pelas mortes de Bruno e Francisco.

Segundo a decisão judicial, assinada pelo juiz Edson Alves, da 10º Vara Cível, Jader sofreu diversas lesões permanentes por conta do acidente: perdeu a visão do olho direito e teve paralisia na face, que lhe dificulta a fala e mastigação, e perdeu parte da audição do ouvido direito.

Jader sofreu ainda várias fraturas na perna direita e necessitou de uma cadeira de rodas por cerca de 1 ano.

A indenização determinada pela Justiça se divide em três partes: Danos estéticos: R$ 50 mil Danos morais: R$ 50 mil Danos materiais serviços de saúde: R$ 12,450

O acidente

A colisão aconteceu no dia 26 de junho de 2016, no cruzamento entre a Avenida Miguel Rosa e a rua Primeiro de Maio, no Centro de Teresina. Jader, Francisco e Bruno saíam do Parque da Cidadania, onde trabalhavam num quiosque, quando foram atingidos pelo carro de Moaci.

Segundo denúncia do Ministério Público, o acidente foi provocado por Moaci Moura, que dirigia em alta velocidade, estava alcoolizado e invadiu o sinal vermelho. O processo deve seguir para júri popular, mas sem data prevista.

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Bruno Queiroz faleceu ainda no local do acidente. Júnior Araújo foi internado, mas faleceu quatro dia depois. Jader, que ocupava o banco traseiro do carro, foi o único sobrevivente da tragédia.

Moaci Moura da Silva Júnior foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado após julgamento no Tribunal do Júri. Ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídio simples contra os irmãos Bruno Queiroz e Júnior Araújo e lesão corporal contra Jader Damasceno.

Bruno, Júnior e Jader eram membros do Coletivo Salve Rainha, um grupo de artistas teresinenses que organizou dezenas de eventos culturais em espaços da capital que estavam abandonados pelo poder público, aproveitando os locais para criar exposições de arte, música e dança.

Em 2017 foi criada a Praça Francisco das Chagas Araújo Júnior, um espaço revitalizado no vão debaixo da ponte Juscelino Kubstischek, local de uma das edições do Salve Rainha. A praça recebeu o nome de Júnior porque ele era o líder do coletivo.

Por G1

 

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