Parnahyba se aproxima do rebaixamento e paga o preço de uma temporada irresponsável

Comemoração do único gol do Parnahyba
📷Comemoração do único gol do Parnahyba © Walter Fontenele
🏠Parnaíba (PI)

O rebaixamento do Parnahyba deixou de ser ameaça distante e passou a ser consequência lógica de uma temporada conduzida de forma desastrosa. Aos 113 anos, o “Tubarão” vive o pior momento de sua história recente, não por fatalidade, mas por incompetência acumulada. A derrota por 2 a 1 para o Oeirense, em partida realizada no último Domingo (08), no Estádio Pedro Alelaf, em Parnaíba, foi apenas a confirmação de um roteiro anunciado desde as primeiras rodadas.

Com dois pontos em seis jogos, o Parnahyba ocupa a lanterna do Campeonato Piauiense e não apresenta qualquer sinal concreto de reação. O time é frágil defensivamente, previsível no ataque e emocionalmente abatido. Em campo, não há organização, não há intensidade e tampouco indignação. Fora dele, a impressão é de improviso e ausência de comando.


A classificação escancara o tamanho do desastre: Oeirense e Piauí lideram com 9 pontos; Atlético Piauiense e Fluminense somam 8; Teresina e Altos aparecem com 7; o Cori-Sabbá tem 4; e o Parnahyba, isolado na última posição, acumula apenas 2 pontos. Um clube centenário reduzido à condição de figurante no próprio campeonato.

Restam duas partidas, ambas duríssimas. Primeiro, o Fluminense fora de casa, adversário direto que ainda briga na parte de cima da tabela. Depois, o Teresina em Parnaíba. A matemática até permite esperança, mas o futebol apresentado não autoriza otimismo. Hoje, o Parnahyba tem menos de 10% de chances de escapar. O rebaixamento já beira os 90% de probabilidade.

Qualquer derrota na próxima rodada encerra a discussão. Um empate apenas adia o sofrimento. Para se salvar, o Tubarão precisaria vencer ao menos um jogo - algo que, até aqui, não conseguiu - e ainda depender de uma combinação improvável de tropeços de Cori-Sabbá e Teresina. É pouco para quem não conseguiu se impor nem diante do próprio torcedor.

O que se vê é um clube pagando caro por decisões erradas, planejamento inexistente e um elenco que não corresponde minimamente ao peso da camisa que veste. O rebaixamento, se confirmado, não será injustiça do futebol. Será sentença.

Se nada mudar imediatamente - dentro e fora de campo -, o Parnahyba entrará para a história não como vítima, mas como responsável direto pela maior mancha de seus 113 anos.

Por Walter Fontenele | Portalphb

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