Parnahyba flerta com o rebaixamento e paga o preço da negligência esportiva
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| 📷Bandeira do Parnahyba © Walter Fontenele |
Último colocado no Piauiense, "Tubarão" entra na fase decisiva sem margem de erro e com o caminho mais difícil entre os concorrentes diretos.
O Parnahyba não vive apenas uma má fase no Campeonato Piauiense. Vive o reflexo direto de escolhas erradas, planejamento frágil e de uma condução esportiva que, rodada após rodada, empurra o clube para um possível rebaixamento, fato inédito nos seus 112 anos de existência.
Com apenas dois pontos conquistados em quatro jogos, o Tubarão é hoje o último colocado da competição e o time com maior probabilidade de queda. A matemática não é cruel; ela apenas confirma o que o campo já mostrou. O desempenho é insuficiente, o futebol apresentado é pobre e o cenário restante beira o improvável.
A atualização da tabela escancarou ainda mais o problema. O Altos abriu distância e praticamente se retirou da briga contra o rebaixamento. O campeonato, na parte de baixo, passou a ser um duelo direto entre Parnahyba e Cori-Sabbá. E, nesse confronto, o Parnahyba larga em desvantagem.
Restam três partidas. Duas em casa, é verdade, mas contra Oeirense e Teresina, equipes organizadas, competitivas e com objetivos claros no campeonato. Entre elas, um jogo fora contra o Fluminense, atual vice-líder, em um cenário que historicamente sempre foi hostil ao clube azulino.
A projeção mais realista aponta que o Parnahyba deve alcançar, no máximo, entre três e cinco pontos até o fim da primeira fase. Pontuação que, em qualquer leitura séria, não garante permanência. O Cori-Sabbá, apesar das limitações, ainda tem dois jogos em casa e confrontos mais acessíveis, o que amplia a pressão sobre o clube de Parnaíba.
Hoje, com base em desempenho, tabela e adversários, a probabilidade de rebaixamento do Parnahyba gira em torno de 70%. Não é alarmismo. É realidade.
O mais grave, porém, não é a posição na tabela. É a ausência de sinais de reação. Não há evolução coletiva, não há padrão de jogo consolidado e tampouco se percebe urgência compatível com o tamanho do risco que o clube corre.
Se cair, não será surpresa. Será o desfecho lógico de um processo mal conduzido. Ainda há jogos a disputar, mas o tempo do discurso já passou. O Parnahyba precisa de pontos, não de explicações. E precisa agora. Amanhã pode ser tarde demais.
Por Walter Fontenele | Portalphb


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