Parnahyba eliminado da Série D e afundado em crise histórica
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| 📷Imagem ilustrativa © Walter Fontenele |
Derrota para o Águia escancara fragilidade esportiva e aprofunda um dos momentos mais delicados da história recente do clube.
O Parnahyba Sport Club está fora da Série D do Campeonato Brasileiro. Em uma tarde que terminou em frustração para a torcida azulina, o Tubarão foi derrotado por 2 a 0 pelo Águia de Marabá, no último sábado (27), no Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá, e deu adeus à competição nacional ainda na segunda fase.
A eliminação não foi uma simples derrota. Ela expõe a fragilidade esportiva, administrativa e financeira que há tempos assola o clube.
No jogo de ida, em Parnaíba, o Tubarão havia construído uma vantagem mínima ao vencer por 2 a 1. O resultado deixava o time em situação favorável, jogando por um empate para avançar à próxima fase. Mas, em campo, no Pará, o cenário foi completamente diferente.
O Águia foi mais intenso, mais organizado e soube explorar as limitações do Tubarão. Pressionou desde os minutos iniciais, impôs ritmo e não permitiu que o Parnahyba conseguisse controlar a partida. A equipe paraense venceu por 2 a 0, reverteu a desvantagem e fechou o confronto em 3 a 2 no placar agregado.
Mais do que a eliminação, preocupa a forma como ela aconteceu.
O Parnahyba entrou em campo com a vantagem nas mãos e não conseguiu sustentar, emocionalmente nem taticamente, o confronto. Faltou imposição, faltou reação e, sobretudo, faltou competitividade em um jogo que poderia entrar para a história do clube como uma classificação inédita em âmbito nacional.
Agora, o cenário é alarmante.
Sem calendário nacional e rebaixado no futebol piauiense, o Parnahyba só deve voltar a disputar uma partida oficial em setembro de 2027, quando entrará em campo pela Série B do Campeonato Piauiense. Trata-se de um intervalo de aproximadamente um ano e três meses sem atividade competitiva relevante - algo impensável para um clube da história e da tradição do Tubarão.
O impacto financeiro tende a ser severo.
Menos jogos significam menos receita de bilheteria, menos exposição para patrocinadores, menor arrecadação comercial e inevitável desvalorização do elenco. Em um clube que já convive com dificuldades de todos os tipos, esse vazio no calendário pode aprofundar ainda mais a crise.
O que se vê é o resultado de uma sequência de decisões ruins, falta de planejamento esportivo e incapacidade de estruturar um projeto sólido para médio e longo prazo. O reflexo apareceu em campo, mas o problema, claramente, vai além das quatro linhas.
Um clube centenário, dono de uma das camisas mais tradicionais do futebol piauiense, hoje encara um dos momentos mais delicados de sua história recente. A derrota para o Águia pode ter acontecido em 90 minutos, mas as consequências desse resultado devem ser sentidas por muito mais tempo.
Por Walter Fontenele | Portalphb



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