Entre o improviso e a propaganda: o descaso com o Piscinão
| 📷Projeto Navegar em Parnaíba © Reprodução |
Enquanto a prefeitura investe em futebol, a Defesa Civil segue usando embarcações antigas para socorrer vítimas de um problema que se repete todos os anos.
Os barcos utilizados pela Defesa Civil do Município de Parnaíba no auxílio às vítimas do “Piscinão”, como bem lembrou o amigo Eudes Rocha, presidente da APC, são remanescentes do antigo Projeto Navegar, criado ainda em 1999 pela Secretaria de Esporte do Governo Federal. Ou seja, trata-se de um material antigo, pensado para outra realidade e outro contexto.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mas causa estranheza que a Prefeitura tenha pago - ou se disponha a pagar - cerca de R$ 100 mil para alavancar o Parnahyba Sport Club, uma sociedade civil com personalidade jurídica de direito privado, enquanto segue utilizando embarcações ultrapassadas para atender uma situação que se repete todos os anos e afeta diretamente a população mais vulnerável.
Se o alagamento do Piscinão é um problema crônico, previsível e recorrente, por que não investir em equipamentos adequados, modernos e compatíveis com a gravidade da situação? Por que não priorizar a estrutura de socorro, que lida diretamente com vidas humanas, em vez de ações que rendem mais visibilidade política do que resultados práticos?
No fim das contas, o que se vê é a repetição do velho roteiro: muita improvisação, pouco planejamento e nenhuma ação estrutural que enfrente o problema de frente. E quem paga a conta, mais uma vez, é a população que vive à mercê das enchentes e da boa vontade do poder público.
Por Walter Fontenele | Portalphb

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