Centrão exige Banco do Brasil e Casa da Moeda
Casa da Moeda / Foto: Senado Federal
Deputados e senadores do bloco
querem o comando de ministérios e até mesmo cargos no segundo e terceiro
escalão do governo federal.
Depois da eleição de Arthur Lira (Progressistas)
para a presidência da Câmara e de Rodrigo Pacheco (DEM) para o comando do
Senado, parlamentares do Centrão cobram do presidente Jair Bolsonaro o
“pagamento da fatura”.
No fim de semana, o jornal Valor Econômico noticiou
que deputados e senadores do bloco querem o comando de ministérios e até mesmo
cargos no segundo e terceiro escalão do governo federal. Além de pastas de
gordo orçamento como os ministérios da Cidadania e do Desenvolvimento Regional,
o Centrão também pressiona o presidente pelo comando do Banco do Brasil e pela
direção da Casa da Moeda.
Um dos interessados na Casa da Moeda é o PTB,
partido presidido pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson. O PTB já teve apadrinhados
à frente do órgão responsável pela impressão do dinheiro, atualmente dirigido
pelo vice-almirante Hugo Cavalcante Nogueira.
Na política, não existe apoio de graça. Passados
pouco mais de dois anos de governo, Bolsonaro repete a mesma política feita
pelos antecessores, ainda que eleitores mais fanáticos teimem em aceitar essa
realidade. Agora dependente do Centrão, caberá ao presidente saber como lidar
com esse tipo de tratativas.
Daqui para 2022, a tendência é que esse “toma lá,
dá cá” aumente, visto que Jair Bolsonaro pavimenta a sua reeleição para o
Planalto. Se a sede dos parlamentares cresceu tanto devido à troca de apoio
para os candidatos de Bolsonaro no Congresso, imagine como ficará essa sede
quando a barganha for em troca de apoio para a eleição do próprio presidente. A
hora da onça beber água, na verdade, ainda não chegou.
Por Tony Trindade
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