O Abrindo uma série de artigos relacionados ao estudo da Doutrina Espírita, nessa 1ª semana iremos falar sobre um das Leis de Deus, que é a Lei do Trabalho.
O Trabalho como uma das Leis Divina e da natureza, torna-se uma necessidade da humanidade. As necessidade básicas de sobrevivência obriga o homem a trabalhar para garantir seu sustento e de seus dependentes. Outro fator preponderante, é que o trabalho concorre para o desenvolvimento de suas potencialidades intelectuais e morais.
No entanto, o O trabalho, não fica restrito somente ao esforço de ordem material, por isso toda ocupação material e artística que seja útil é considerado trabalho. Sejam atividades intelectuais, sejam morais, e é neste sentido que se diz que o Espírito também trabalha.
Em virtude da natureza material e sabendo que nosso objetivo principal é o aperfeiçoamento de nossa inteligência, o trabalho é imposto ao homem como condição essencial para o seu desenvolvimento moral e espiritual. Se não existisse o trabalho sendo ele material ou intelectual o homem iria permanecer na infância intelectual, embora, em certos casos, possa também ser considerado como uma expiação, tendo em vista a sua condição evolutiva.
Nos mundos mais evoluídos também existe a necessidade do trabalho, sendo essa necessidade menos material porque a natureza do trabalho é proporcional à natureza da necessidade dos seus habitantes. Mesmo aqueles homens que já possuem bens suficientes para assegurar sua subsistência, terá que trabalhar; terá sempre um dever moral a executar, pois a riqueza poderá tornar-se uma benção de Deus, desde que seja utilizada bem e em beneficio do próximo. Assim como a riqueza foi dada ao homem por Deus, a qualquer tempo Deus poderá pedir de volta, e isso todos nós conhecemos muitos e muitos casos para exemplificar.
Portanto, embora sua situação seja de tal forma privilegiada que permita ao homem ficar dispensado de cumprir a Lei do Trabalho, isso não o desobriga de ser útil na proporção de seus meios, de lutar para aperfeiçoar tanto a sua inteligência ou a dos seus próximos. Segundo a Lei do Trabalho, cada ser deve tornar-se útil na proporção de suas faculdades.
Os pais devem trabalhar para os filhos e os filhos para os pais, porque Deus fez do amor filial e do amor paterno um sentimento natural, a fim de que, por essa afeição recíproca, os membros de uma mesma família sejam levados a se auxiliarem mutuamente. A Doutrina Espírita esclarece que a paternidade e a maternidade são missões, e que, portanto, competem aos pais a formação do caráter de seus filhos.
Assim como o trabalho é preciso e necessário, ao homem também é dado o direito ao repouso de seus trabalho. O limite do trabalho é o limite das forças, assim cabe ao homem impedir que haja excesso de trabalho, pois todo tipo de excesso vai contra as Leis de Deus. O homem consciente de seus deveres, deverá a todo custo evitar a exploração de seus semelhantes, concorrendo assim para que haja uma justiça social.


