Perante a dor
“Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilício e cingiste-me de alegria.” (Salmo 29:12)
Quem de nós já não passou por um momento de dor na vida, diante da perda de alguém muito querido, seja pela separação compulsória da morte ou por ter buscado outros caminhos bem distantes de nós?
Contudo, de toda dor podemos tirar algum aprendizado, ao invés de nos entregarmos ao desespero ou à lamentação constante.
Se assim também acontece contigo, refaze a tua vida e analisa em que estejas precisando melhorar. Certamente, algo mais necessitas aprender: se humildade, se tolerância, se paciência, se aceitação...
As dificuldades ensinam, os conflitos nos levam a reavaliar as nossas atitudes.
Quando nos vemos sós, distantes daqueles a quem amamos, as nossas inseguranças assomam de dentro do nosso ser. Esforça-te, porém, por transformar as tuas inseguranças em fortaleza interior. Aceitando com resignação e coragem, todas as perdas que vieres a sofrer.
Conserva-te sereno, apesar de tudo, buscando na fé a força interior que te falta, para prosseguires vivendo e fazendo do serviço cristão em favor do próximo, a meta a seguir de ora em diante.
Abre o teu coração, alonga os teus braços e estende as tuas mãos para socorrer, amparar e suavizar o sofrimento de teus
irmãos.
É amparando aqueles que muito sofrem, que as tuas dores serão amenizadas. Deixa de lado qualquer egocentrismo, que te faça pensar apenas nos teus próprios problemas, para que atos de caridade surjam e brilhem por tuas mãos. E Jesus, na grandiosidade do seu amor, haverá de auxiliar-te na superação de qualquer dor.
Redação do Momento Espírita com base no artigo de Roberto Pompeu de Toledo, publicado na revista Veja, de 18 de setembro de 2002, no artigo intitulado O significado do sofrimento, de Sergito de Souza Cavalcanti, extraído do site