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Experientes advogados criminalistas,
delegados, principalmente os aposentados,
com maior experiência na vivência policial,
têm admitido que o Caso Fernanda Lages pode
se tornar em um grande "escândalo" criminal
da Polícia Civil do Piauí.
Primeiro, não foi uma morte provocada por
suicídio. Tese abraçada com "unhas e dentes"
pelos delegados civis que investigavam a
morte da estudante de Direito ocorrida no
dia 25 de agosto no prédio em construção do
Ministério Público Federal em Teresina.
Segundo, os delegados civis deixaram um
péssimo exemplo policial, apresentando
perícias e um relatório que os incriminam
por omissão no desvendamento caso, deixando
dúvidas no seio popular. Terceiro, a entrada
da Polícia Federal no caso está mostrando
que não era bem assim o que informou - e
informava, na época - a Polícia Civil. Como
foi o caso da oitiva de uma testemunha que
reconheceu Jivago Castro em companhia de
Fernanda Lages nos restaurantes Marítimos e
Caranguejo e Cia., em Teresina. Essa
testemunha, segundo informações da imprensa,
teria sido descartada pela Polícia Civil na
investigação. Suas informações na PF destrói
o álibi do engenheiro-empresário de que não
conhecia a vítima.
Em dezembro, atendendo a pedido de um
delegado federal, a Justiça do Piauí ordenou
a quebra dos sigilos telefônicos e bancários
dos delegados civis que apuraram a morte da
estudante. Em verdade, a Justiça determinou
a quebra de sigilo bancário e telefônico de
todos os policiais civis envolvidos na
investigação da morte da estudante de
Direito Fernanda Lages. Já foram checadas
todas as ligações feitas pelos delegados,
escrivães e agentes da Comissão
Investigadora do Crime Organizado (CICO). E
os dados bancários foram examinados e
confrontados com as rendas pessoais. E há
informações circulando na capital do Piauí
de que a PF pediu a prisão de três delegados
civis.
De acordo com um juiz aposentado que nos
pediu reserva na divulgação do nome, se a
Polícia Federal divulgar com minúcias o Caso
Fernanda Lages, o Piauí vai "ficar
estarrecido", "envergonhado" com tanta
podridão. Uma coisa é certa: foi homicídio e
com requintes de crueldade, tese essa
rechaçada pela Polícia Civil do Piauí desde
quando o delegado civil Mamede Rodrigues
afastou-se das investigações
inexplicavelmente.
Observadores atentos ao que está acontecendo
neste exato momento, conjecturam que a volta
do delegado Robert Rios para o comando da
Secretaria da Segurança é sintomática,
estratégica, e permite "segurar as pontas"
do governo, de políticos e 'coisa e tal'.
Tão grave será o relatório apresentado pela
Policial Federal com indiciamentos e pedidos
de prisões! Que se cuidem aqueles que
apostaram em suicídio e em assassinato com
autoria desconhecida, porque a "bomba" vai
estourar e atingir muita gente grande do
Piauí. E que deve atender a expectativa da
população, diga-se
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Fonte:JL / Renata Pinheiro |
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Foto:
Divulgação
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Edição: Walter F. Fontenele /Portalphb.com.br
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