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24/01/12 ás 10:50

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Experientes advogados criminalistas, delegados, principalmente os aposentados, com maior experiência na vivência policial, têm admitido que o Caso Fernanda Lages pode se tornar em um grande "escândalo" criminal da Polícia Civil do Piauí.

 

Primeiro, não foi uma morte provocada por suicídio. Tese abraçada com "unhas e dentes" pelos delegados civis que investigavam a morte da estudante de Direito ocorrida no dia 25 de agosto no prédio em construção do Ministério Público Federal em Teresina. Segundo, os delegados civis deixaram um péssimo exemplo policial, apresentando perícias e um relatório que os incriminam por omissão no desvendamento caso, deixando dúvidas no seio popular. Terceiro, a entrada da Polícia Federal no caso está mostrando que não era bem assim o que informou - e informava, na época - a Polícia Civil. Como foi o caso da oitiva de uma testemunha que reconheceu Jivago Castro em companhia de Fernanda Lages nos restaurantes Marítimos e Caranguejo e Cia., em Teresina. Essa testemunha, segundo informações da imprensa, teria sido descartada pela Polícia Civil na investigação. Suas informações na PF destrói o álibi do engenheiro-empresário de que não conhecia a vítima.

 

Em dezembro, atendendo a pedido de um delegado federal, a Justiça do Piauí ordenou a quebra dos sigilos telefônicos e bancários dos delegados civis que apuraram a morte da estudante. Em verdade, a Justiça determinou a quebra de sigilo bancário e telefônico de todos os policiais civis envolvidos na investigação da morte da estudante de Direito Fernanda Lages. Já foram checadas todas as ligações feitas pelos delegados, escrivães e agentes da Comissão Investigadora do Crime Organizado (CICO). E os dados bancários foram examinados e confrontados com as rendas pessoais. E há informações circulando na capital do Piauí de que a PF pediu a prisão de três delegados civis.

 

De acordo com um juiz aposentado que nos pediu reserva na divulgação do nome, se a Polícia Federal divulgar com minúcias o Caso Fernanda Lages, o Piauí vai "ficar estarrecido", "envergonhado" com tanta podridão. Uma coisa é certa: foi homicídio e com requintes de crueldade, tese essa rechaçada pela Polícia Civil do Piauí desde quando o delegado civil Mamede Rodrigues afastou-se das investigações inexplicavelmente.

 

Observadores atentos ao que está acontecendo neste exato momento, conjecturam que a volta do delegado Robert Rios para o comando da Secretaria da Segurança é sintomática, estratégica, e permite "segurar as pontas" do governo, de políticos e 'coisa e tal'. Tão grave será o relatório apresentado pela Policial Federal com indiciamentos e pedidos de prisões! Que se cuidem aqueles que apostaram em suicídio e em assassinato com autoria desconhecida, porque a "bomba" vai estourar e atingir muita gente grande do Piauí. E que deve atender a expectativa da população, diga-se

 

 
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Fonte:JL / Renata Pinheiro

Foto: Divulgação

Edição: Walter F. Fontenele /Portalphb.com.br


 

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