Eu
já sabia. Caos, transtornos e
falta de organização no
Reveillon do litoral
Você
sabe a sensação de ver um filme,
sabendo do seu final? Pois é
exatamente assim, que turistas e
moradores de Parnaíba e região,
sentem-se quanto ao já
tradicional e sem estrutura,
Reveillon da praia de Atalaia,
em Luis Correia.
Entra ano e sai ano, e todas as
promessas feitas pelo Governo
Estadual, Prefeitura de Luis
Correia, Eletrobrás e Agespisa,
vão literalmente por água
abaixo.
Quem teve a coragem e disposição
de aventurar-se na rodovia BR
343 que dar acesso a Luis
Correia, com certeza não passou
a virada de ano que imaginava.
Muitos desses guerreiros,
corajosos e aventureiros, nem
chegaram à terra prometida, pois
tiveram um enorme engarrafamento
pela frente, o que fez muitos
brindar a passagem do ano dentro
de seus veículos, ou no meio da
estrada.
Os que conseguiram a façanha de
chegar, logo de cara foram
recepcionados com um trânsito
caótico e sem nenhuma
fiscalização. Eram carros em
cima de canteiros, estacionados
em locais proibidos, e em alguns
trechos, quem chegou a se
arrepender e tentou voltar,
ficou só na vontade, pois Luis
Correia estava que nem o Cabaré
da Madame Filô, quem estava
dentro não podia sair, e quem
estava fora não podia entrar.
Com um enredo que nos lembra
alguns dos piores dramalhões
mexicanos, e como obra do
destino, o fantasma do apagão
voltou a amedrontar aqueles que
dizem fazer turismo no litoral.
Quem chegou tarde e tentou
encontrar um local para enfim
brindar com os amigos e
familiares, não encontrou mais
mesas, item esse, diga-se de
passagem, que era alugado a peso
de ouro, que não era de tolo.
Destino Brincalhão
Já que a desordem era geral,
vem que o destino (dizem
alguns), resolveu brincar com o
nosso ilustre vice, e já quase
Governador, Zé Filho, pois no
exato momento de sua aparição
por aquelas bandas, como num ato
de homenagem ao nosso ilustre
filho, a energia elétrica foi
embora.
O engraçado de tudo isso, é que
as pessoas que escrevem para os
diversos blogs e sites da
cidade, não precisam ficar
queimando neurônios para
escrever sobre o nosso Reveillon
de Luis Correia, para isso basta
reeditar as matérias do ano que
passou, que duvido que algum
leitor note a garfe
jornalística.
Esperanças
Como somos brasileiros, e alguns
não desistem nunca
(principalmente os políticos),
só nos resta recolher os pedaços
de mais um reveillon e pedir a
Deus, e a todos os santos, que
no carnaval a história seja
diferente. Tempo para isso tem.
Mais será que existe vontade e
comprometimento com nosso
estado?
