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Cultura: Os ferroviários e o futebol em Parnaíba

Foto: Walter Fontenele

        A bola entrou em campo no Piauí no início do século XX. Na cidade de Parnaíba, o esporte começou a ser praticado como uma forma de lazer pela elite que era formada pelos filhos de comerciantes locais e pelos ingleses que trabalhavam na BoothLine e na Casa Inglesa. Nos anos de 1920 a cidade já dispunham de dois estádios de futebol pertencentes aos times: Parnahyba Sport Club e Internacional Sport Club, e uma Liga de Esportes Terrestres onde os demais times ao se filiar disputavam os torneios municipais. 

        No mesmo período Parnaíba viu nasceu a Estrada de Ferro Central do Piauí e com ela um novo tipo de trabalhador, o ferroviário, profissão até então desconhecida no estado. A Estrada de Ferro Central do Piauí, construída na cidade de Parnaíba nas primeiras décadas do século XX, foi recebida pelos piauienses como símbolo da modernidade. Sua chegada proporcionou mudanças nos costumes, alterou noções de tempo e espaço, encurtou distâncias e aproximou os parnaibanos das cidades e povoados do norte do estado e com a capital, Teresina. 

        Os trabalhadores da estrada de ferro também conhecidos como ferroviários assim como os filhos da elite parnaibana se encantaram pelo futebol, que passou a ser uma das suas principais formas de lazer. Reunidos em torno do Ferroviário Atlético Clube, disputaram partidas memoráveis e entraram para a história do futebol da cidade como campeões. O time dos ferroviários foi tricampeão parnaibano entre as décadas de 1940 e 1950 e passou a ocupar um lugar de destaque entre os demais times existentes na cidade e no Estado. Também conhecido como “Esquadrão da Central” ou “Ferrim”. 

        Em Parnaíba, as primeiras notícias da pratica de futebol foram deixadas por Goethe Pires de Lima Rebelo, no livro intitulado "Tempos que não voltam mais: crônicas sobre a Parnaíba antiga". Segundo o cronista, 

 [...] pouco antes da primeira grande guerra, Parnaíba tinha sua larga pauta de exportação para países  da Europa ocidental, [...] Este fato trouxe um intercâmbio comercial e cultural de relevante significação, levando algumas famílias “patrícias” a mandarem seus filhos estudarem em colégios europeus, para que aprendessem, além da língua, as técnicas mais avançadas do momento. [...] Na volta ao lar, esses rapazes traziam hábitos e costumes novos, adquiridos no além mar. Entre esses, o do futebol, grande novidade esportiva da época, que começava a ganhar campo em todo o mundo (REBELO: s/d, p. 61). 

        Essa aproximação por meio do comércio é apontada pelo cronista como “um fato que trouxe um intercambio comercial e cultural de relevante significação”, pois por meio dele, além de outras práticas culturais, o futebol foi introduzido no Piauí pelo comércio praticado entre parnaibanos e os países europeus, dentre ele a Inglaterra. E assim como o jovem Charles Miller, “foram para a Inglaterra os jovens Septimus Clark, Adhemar Neves e Zeca Correia e, para Alemanha, Joca Neves”  (REBELO: s/d, p. 61) ambos completar os estudos e tiveram contato com o futebol. 

        Por essa época, existiam em Parnaíba agências de duas importantes firmas inglesas, com ramificação em todo o Norte e Nordeste do Brasil: Casa Inglesa e Booth-Line, ambas com sede em Liverpool, Inglaterra. O gerente e sócio da Casa Inglesa o Sr. James Frederic Clark, pai do jovem Septimus, possuía em seu Quadro de funcionários o cidadão inglês chamado Leonard Haynes. A Booth-Line era gerida pelo jovem Mister Juliam Clissold e contava no seu quadro de funcionários com o cidadão inglês, Mister Anderson. Estes ingleses e os rapazes que haviam estudado na Europa, principalmente na Inglaterra, organizaram um grupo de admiradores do futebol que, com mais alguns rapazes da terra, dava para formar dois times (REBELO: s/d, p.61). 

        Segundo o cronista, o futebol passou a envolver no mesmo espaço os “rapazes que haviam estudado na Europa”, por tanto, membros da elite parnaibana e os “rapazes da terra” os trabalhadores dos comércios onde os pais desses rapazes eram proprietários ou administradores. Ingleses e brasileiros se misturaram na prática desse lazer moderno, recém-chegado à cidade. Inicialmente formavam-se os times minutos antes da partida que era comandado por um dos dois “captains”, Septimus Clark ou Zeca Correia. Com o passar do tempo começaram a surgir rivalidades entre o grupo e formaram dois times próprios: 

        O grupo capitaneado por Septimus Clark dispersou-se, passageiramente, até que em 5 de junho de 1912,

[...] fundou em sessão solene, o glorioso Internacional Athletic Club. Adotou a camisa vermelha com golas e punhos brancos, tendo ao peito esquerdo o emblema do club; calção branco, meias vermelhas e brancas, listrada na vertical e chuteiras pretas. A bandeira era listrada de vermelho e branco, tendo na parte superior o emblema do clube, inserido num pequeno retângulo. O outro grupo capitaneado por Zeca Correia, mais coeso, acabou fundando, em 1 de maio de 1913, em sessão solene, o Parnahyba Sport Club. [...] Adotou a camisa branca com gola e punhos brancos, tendo ao peito o escudo do clube, calções azuis, meias e chuteiras pretas. A bandeira era azul com faixa branca no meio, tendo no centro o emblema do clube (REBELO: s/d, p. 62). 

        Pela descrição apurada sobre a prática do futebol em Parnaíba, observamos que os times já possuíam inclusive roupas apropriadas para a situação, que são as equipes, como conhecemos hoje. A bandeira e o hino de cada time também foram pensados pelos organizadores, inclusive o hino do Parnahyba Sport Club é atualmente o hino da cidade. Os times também construíram seus estádios, verdadeiros templos de lazer moderno, com grandes arquibancadas com capacidade para um grande público. Depois de organizados os primeiros times, os parnaibanos criaram uma liga de futebol e assim, “em 1917, foi fundada a Liga de Esportes Terrestres de Parnaíba, primeira representante oficial do futebol piauiense, filiada a Liga Metropolitana de Esportes Atléticos, órgão máximo do esporte brasileiro, daquela época, com sede no Rio de Janeiro, então, Capital Federal do Brasil” (REBELO: s/d, p. 62), a Liga foi presidida por João Tavares da Silva. 

Estádio do Internacional. Foto: Almanaque da Parnaíba

        O cronista parnaibano era um apaixonado por futebol e torcedor do Internacional Athletic Club. Em sua crônica sobre o futebol parnaibano narra que nos idos de 1922 sua família foi morar numa chácara vizinha do Internacional, o que o aproximou mais ainda do clube, tendo inclusive a oportunidade de fazer parte “de seu quadro infantil”. Narra ainda detalhes sobre o time, tendo uma terminologia era estritamente britânica. O goleiro era GoalZepper; os zagueiros, Full-backs; os de meio campo, Halfs-backs; e os dianteiros, Fowards; impedimentos, Off-side; bola lateral, Out-side; início do jogo, Kick-off; o juiz, Referee; a entrada, Ticket; o jogo, Martch; e o campo, Field.” (REBELO: s/d, p.63). 

      Em Parnaíba na década de 1930, por exemplo, registramos a existência do “Guarani Sport Club, o Coroa, Fluminense, Remo, Paissandu, Flamengo” esses clubes eram formados nos bairros que ficavam nas imediações do centro da cidade. O time cujos membros eram filhos da elite comercial parnaibana, foi formado posteriormente e nas palavras do cronista foi um “glorioso time, o Ginasial-Comercial Futebol Club, cujo maior time de sua existência era formado do seguinte esquadrão: Walterdes Sampaio, Ari Uchôa, Goethe Pires, Alcyr Carvalho, Zé Sales, Souza Neto, Edison Sampaio, Gotardo Miranda, Dante Pires, Alberto Silva e Parentinho” (REBELO: p. 62). 

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      Como podemos observar os nomes que compõem o “time glorioso” de nosso cronista, são filhos da elite parnaibana e estes nas décadas seguintes ocuparam cargos importantes na cidade e até mesmo no estado, como Alberto Silva que foi por duas vezes prefeito de Parnaíba e governador do estado do Piauí e Walterdes Sampaio que se formou em medicina e foi presidente do Ferroviário Atlético Clube. 

Dr. Walterdes e Theresa Sampaio. Parnaíba das Antigas

    
   O futebol, assim como outras formas de lazer, no início do século XX invadiu o cotidiano dos brasileiros e se consolidou como “esporte de multidões” em pouco tempo. Na cidade de Parnaíba tinham se formados times que disputavam as partidas principais no campo do Internacional. Essa forma de lazer que a princípio era praticada apenas pela elite parnaibana se popularizou entre os operários que passaram a formar seu próprio time, o Ferroviário Atlético Clube. 

       O Ferroviário Atlético Clube, formado na década de 1940, teve como um dos principais incentivadores o médico da Estrada de Ferro Central do Piauí, Walterdes Sampaio, que assumiu para si a responsabilidade com a formação e manutenção da equipe. Como ocupava um cargo importante dentro da empresa e tinha boas relações na cidade, escolhia para participar do time os jogadores que se destacavam nos demais times e os convidava para trabalhar na ferrovia e fazer parte do time. 

Sede do Ferroviário. Foto: Renné Fontenele

    
 Em Parnaíba, nesse período não tinham jogadores profissionais. Em geral os times eram compostos por trabalhadores que faziam, por meio do futebol, assim como aconteceu em São Paulo e em outras regiões do Brasil a “descoberta de uma vocação” (SEVCENKO: 2009 p.63). Essa vocação, em alguns casos, lhes permitia a conquista de um emprego que poderia ser nas casas comerciais ou empresas federais, como a Estrada de Ferro Central do Piauí, que empregou muitos jogadores de futebol para defenderem seu time. 

       Um dos jogadores que foi convidado pelo presidente Walterdes Sampaio para fazer parte de sua equipe foi Raimundo Ribeiro Nascimento. Assim como muitos outros ferroviários piauienses ele tinha um apelido, Leiteirinho, foi como ficou conhecido entre os parnaibanos. Ao se recordar de sua história na ferrovia e no futebol, numa entrevista concedida ao historiador João Batista de Oliveira Nascimento, ele faz o seguinte relato: “quando comecei a trabalhar na ferrovia já era conhecido assim, foi uma herança de seu pai que se chamava João leiteiro, isso foi por ele ser administrador da fazendo de gado do Coronel Josias de Moraes Correia e distribuir leite de gado na cidade” (NASCIMENTO: 2013, p. 193). Mas, Leiteirinho não herdou do pai apenas o apelido, herdou também o gosto e a habilidade com a bola, “papai era jogador de futebol, era zagueiro do Fluminense. Ele era muito bom. Bom mesmo. Eu sempre o acompanhava nos jogos e nos treinos e ficava admirando e brincando nos arredores com outros meninos”. 

Segundo ainda Leiteirinho, 

"Eu comecei a jogar futebol novinho, ainda criança. Já rapazote eu jogava no Bariri, no Alagoas Futebol Clube, na posição de ponta esquerda, o time era do Sargento Gerson. Na época o João Tavares da Silva era Presidente da Liga Parnaibana e presidente do Parnaíba Esporte Clube. Meu primeiro time oficial mesmo foi o Belga, se não me falhe a memória eu tinha entre 16 e 17 anos. Eu joguei pouco pelo Belga e fui para o Parnaíba a convite do senhor Antônio Gutemberg que falou com meu pai pra eu ir trabalhar na tipografia de sua Gráfica Comercial e jogar no seu time, o Parnaíba Esporte Clube. Depois veio o Doutor Walterdes e me convidou para trabalhar na gráfica da Estrada de Ferro e jogar no Ferroviário. Eu nem pensei duas vezes e aceitei logo. O Ferroviário era um time muito bom e já tinha ganhado muitos jogos. Joguei em muitos times, mas o Ferroviário foi o time da minha predileção. Nós éramos uma família, a família ferroviária". (NASCIMENTO: 2013). 

  Sobre a participação do Doutor Walterdes Sampaio no futebol parnaibano e seu compromisso com o Ferroviário Atlético Clube e seus jogadores, o historiador João Batista Nascimento afirma que: 

"Médico efetivo da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) e um dos melhores clínicos da cidade foi, em vida, o maior gestor futebolístico do querido “trem”, outro adjetivo carinhoso dado ao seu Ferroviário. Não se tomava decisões ou deliberações sem consulta prévia ao Dr. Walterdes porque ele se preocupava com a efetiva administração de seu Clube, desde a contratação (amadorismo marrom) até a vivência cotidiana de seus jogadores. Era comum o uso de sua influência na Diretoria da Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP) para arranjar emprego, com oficial registro de trabalho para seus atletas". (NASCIMENTO: 2013 p. 114). 

     Vicente de Paula Araújo Silva também era jogador de futebol e trabalhava na Casa Inglesa quando foi convidado pelo Doutor Walterdes para integrar o Ferroviário e trabalhar na ferrovia, na década de 1960. Segundo o entrevistado, “venho de uma família de ferroviários. Meu pai, Sebastião Lauro da Silva, assim como outros ferroviários também tinha um apelido, Icão, era ferroviário e seus irmãos e filhos que trabalhavam também na ferrovia”. Seu pai que também fazia parte do time era assim como ele, um apaixonado pelo futebol e em especial pelo time da empresa na qual ele trabalhava. 

"Eu entrei por causa da influência do meu pai, que já trabalhava lá e como eu jogava futebol e trabalhava na contabilidade da Casa Inglesa, a oportunidade de ganhar mais lá era praticamente três vezes mais o que eu ganhava trabalhando na contabilidade da Casa Inglesa. Aí eu trabalhava somente um expediente e praticamente era só pra jogar futebol. Eu jogava no Ferroviário. Eu era aspirante de vez em quando eu jogava no time titular e eles achavam que eu tinha futuro como jogador de futebol e por influência do Papai, o Doutor Walterdes me contratou para trabalhar na Estrada de Ferro, mas logo quando esse Capitão dos Portos invadiu a estrada fui logo demitido porque eu não era funcionário efetivo, era servidor contratado. Então, foi uma passagem rápida pela Estrada de ferro, mas minha família foi uma família de ferroviários". (SILVA: 2014). 

       Outro ferroviário que também guarda na memória as recordações do futebol em Parnaíba é o senhor Newton Pereira Costa. Para este ferroviário-jogador o que mais lhe marcou como ferroviário não foi o trabalho na oficina, mas os jogos que ele disputou com os colegas de trabalho. 

"O que mais me recordo da ferrovia foi de muita bola que joguei pelo Ferroviário. Fiz muitos amigos lá!! Quando eu fui jogar bola eles nem queriam que eu jogasse, eu era garoto e era magrinho. [...] Eu tinha um primo que me dava à chuteira dele do pé esquerdo para eu jogar. Depois eu mandei fazer uma chuteira para mim, naquele tempo era muito jogador, hoje em dia ninguém ver mais o povo jogar bola. Eu joguei em muitos lugares, onde era a Escola Normal era campo, na frente da Santa Casa dia de domingo. [...] Nós jogava porque gostava de jogar, não era pra pagar ganhar dinheiro [...]". (COSTA: 2013). 

    As recordações do entrevistado revelam os campos improvisados onde o futebol era praticado como uma forma de lazer. Os amigos com quem conviveu e disputou animadas partidas de futebol também fazem parte de suas lembranças, dentre eles estão: “Palanqueta, Leiteirinho, Raimundo Rasga, Cafuringa, Ição e Vicente Rasga. 

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   Os ferroviários tinham muito apreço pelo Doutor Walterdes Sampaio e procuravam demostrar dando a ele o cargo de Presidente de Honra do Clube, uma forma de reconhecimento e retribuição pela dedicação do médico ao futebol ferroviário. Para o Senhor Raimundo Nonato Mesquita de Araújo, ferroviário e eleito um dos presidentes do Clube, “o Ferroviário foi fundado em 1946 pelo Doutor Walterdes, Doutor Godofredo e o Sebastião da Silva conhecido como Ição, esses aí foram os principais, “os cabeças” do Ferroviário. Mas a Estrada de Ferro dava muito suporte ao Clube” (ARAÚJO: 2014). 

Considerações finais 

     O futebol que foi introduzido no Brasil por filhos da elite que iam estudar na Europa, no Piauí, especialmente em Parnaíba, na primeira metade do século XX passou a significar uma oportunidade de emprego, mudando a vida de muitos jovens que por demonstrarem habilidades com a bola tiveram oportunidades de trabalho e renda. Não que existissem jogadores profissionais, mas aqueles que se destacavam em campo eram convidados para integrarem os times das empresas que apoiavam e incentivavam a pratica desse esporte. 

     O “Esquadrão da Central ou Ferrim” como ficou conhecido teve construída sua sede na Avenida São Sebastião, próximo da estação central, onde os ferroviários se reuniam para as festas que reuniam a “família ferroviária”. Festas como o carnaval ficaram famosas e foram por muito tempo endereço certo de muitos foliões. 

     O futebol que a princípio foi apenas uma brincadeira para muitos parnaibanos era uma coisa séria, pois poderia garantir uma vaga num emprego ou a possibilidade de um emprego melhor, com melhores condições de trabalho e um aumento salarial. 

Fonte: MARIA DALVA FONTENELE CERQUEIRA I Editado por Walter Fontenele. Publicado originalmente na revista eletrônica: "Historia oral, práticas educacionais e interdisciplinaridade" com o título: "ESQUADRÃO DA CENTRAL: Os ferroviários e o futebol em Parnaíba (PI)".

Referências da Autora:

ARAÚJO, Raimundo Nonato Mesquita de. Entrevista concedida a Maria Dalva Fontenele Cerqueira. Parnaíba, 11 de setembro de 2014. 

ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Tradução: Paulo Soeth. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011. 

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CASTELO BRANCO, Pedro Vilarinho. A cultura física, os afetos patrióticos e a constituição de novos padrões de masculinidade: Teresina – 1900-1930. In: MATOS, Maria Izilda Santos de; CASTELO BRANCO, Pedro Vilarinho. (Orgs.). Cultura, corpo e educação: diálogos de gênero. São Paulo: Intermeios; Teresina: EDUFPI, 2015, p. 13-32. 

CERQUEIRA, Maria Dalva Fontenele. Entre trilhos e dormentes: a Estrada de Ferro Central do Piauí na história e na memória dos parnaibanos (1960-1980). 2015. 169 f. Dissertação (Mestrado em História do Brasil) - Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2015. 

CERTEAU, Michael de. A invenção do cotidiano. 1. Artes do fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves, 9ª ed. Petrópolis, RJ; Vozes, 2003. 

COSTA, Newton Pereira. Entrevista concedida a Maria Dalva Fontenele Cerqueira. Parnaíba, 19 de novembro de 2013. 

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